A edição de 2026 do Campeonato Brasileiro Série A trouxe uma mudança importante no regulamento que já começa a influenciar diretamente o mercado de transferências. Agora, atletas que ultrapassam o limite de 12 partidas não podem mais defender outro clube dentro da mesma competição.
Com o encerramento da 13ª rodada, diversos jogadores atingiram esse limite e, consequentemente, ficam impedidos de se transferir para equipes concorrentes na Série A até o fim do torneio.
A alteração foi implementada pela Confederação Brasileira de Futebol, que decidiu ampliar o antigo teto de seis jogos. O principal motivo foi a adaptação ao calendário de 2026, que começou mais cedo que o habitual, ainda em janeiro. A regra anterior acabava restringindo rapidamente as opções de negociação logo nas primeiras semanas.
Agora, com mais rodadas antes do bloqueio, os clubes ganharam maior margem para avaliar seus elencos. Por outro lado, o novo modelo também exige mais cautela: escalar um jogador pode significar perder a chance de negociá-lo dentro do próprio campeonato.
Entre os times mais afetados até aqui estão o Athletico Paranaense e o Palmeiras, que já possuem vários atletas “travados” por terem participado de todas as partidas até o momento.
No clube paranaense, nomes como Kevin Viveros, Juan Portilla, Santos e Steve Mendoza já atingiram a marca. Já na equipe paulista, Allan, Andreas Pereira, Carlos Miguel e Flaco López também não podem mais se transferir dentro da Série A.
A nova regra também trouxe situações estratégicas curiosas. Um exemplo envolve o atacante Hulk, do Atlético Mineiro. Com 12 jogos disputados, ele ficou fora de uma partida recente, o que evitou que atingisse o limite. Caso entrasse em campo, perderia a possibilidade de uma eventual transferência para outro clube da elite — como o interesse especulado do Fluminense.
Enquanto alguns clubes já enfrentam esse tipo de decisão, outros ainda conseguiram manter maior flexibilidade no elenco. Equipes como Bahia, Flamengo e Santos ainda não têm jogadores que ultrapassaram esse limite, em parte por terem um jogo a menos até aqui.
Com a próxima janela de transferências abrindo apenas em julho, cada escalação passa a ter um peso que vai além das quatro linhas. A minutagem dos atletas virou um fator estratégico, capaz de influenciar tanto o desempenho esportivo quanto decisões financeiras dentro dos clubes.







